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VIDA CAXXORRA
 
Sábado, Julho 31, 2004  

Satisfeito sorriu
Como o gato de Alice
De tantas Alices
Desmaravilhadas
Ao partirem daquele mundo
Vibrante e febril
Da fúria louca e gentil
Dos olhos claros e sombrios
Ainda nas faces marcadas
Que o tempo esculpiu.
E nos músculos firmes, viris
Resistem a tudo, ele diz.
Mas no seu abraço, o cansaço.
Mesclando desejo e embaraço
Esperando um final feliz.
Tarde demais...

Latindo: Cã às 1:50 PM
Latidos:


Quinta-feira, Julho 29, 2004  



Latindo: Cã às 5:03 PM
Latidos:


Quarta-feira, Julho 28, 2004  
uma cigana me falou das latas de lixo que eu precisava virar até que elas esvasiassem por completo. segui seus conselhos, farejei, encontrei, virei e revirei tudo que lá estava. era sujo e fétido. podre e cheio de vermes. passado presente e absurdo. entendido o recado da cigana, sigo cheirosa minha vidacaxxorra...
Latindo: Cã às 2:23 AM
Latidos:


Sexta-feira, Julho 23, 2004  



Latindo: Cã às 3:59 AM
Latidos:


Quinta-feira, Julho 22, 2004  

Uns erram por fazer e negar.
Uns erram por buscar e encontrar.

Uns erram por ditar a verdade.
Uns erram por crer em mentiras.

Uns erram por não enterrar.
Uns erram por desenterrar.

Uns erram por subestimar.
Uns erram por querer confiar.

Uns erram por ter inteligência.
Uns erram por ter intuição.

Uns erram por amor próprio.
Uns erram por amar o próprio.

Latindo: Cã às 5:11 AM
Latidos:


Quarta-feira, Julho 21, 2004  


Teu cheiro nos livros da estante
___________________________As marcas nas páginas relidas
Teu gosto nos copos sobre a pia
___________________________A umidade na toalha no varal
Teu gozo nos lábios entreabertos
___________________________A resistência estilhaçada no lençol

Latindo: Cã às 1:19 AM
Latidos:


Domingo, Julho 18, 2004  
......................................................................
nada pra postar
tanto pra dizer
tudo pra sonhar
nada por fazer
dias pra passar
tempo pra correr
tudo deve estar
como deve ser
vou encarar?
nada a ver...

.....................................................................
*A preguiça, a ressaca e alguns empenhos retardaram a publicação das imagens da caliente madrugada in Blues.
Ah, tudo isso, inclusive o revival d'A Chave aconteceram aqui em Curitiba, tá?

......................................................................
Latindo: Cã às 10:09 PM
Latidos:


Sábado, Julho 17, 2004  


Ivo Rodrigues em A Chave (revival 25 anos).
foto: marémultimundo

Graças ao Blues, foram cinco horas cósmico-orgásticas.
Contarei em imagens...depois que eu voltar à Terra.

Latindo: Cã às 5:23 AM
Latidos:


Sexta-feira, Julho 16, 2004  

Çaltitando

Çanto
Çábio
Çossegado

Çaudade
Çuspeita
Çurpreendente

Çofisticado
Çincero
Çatisfeito

Çacrifício
Çolução
Çorte

Çalgado
Çuco
Çobremesa

Çamba canção
Çapato
Çobretudo

Çerviço
Çalário
Çaco

Latindo: Cã às 12:25 AM
Latidos:


Terça-feira, Julho 13, 2004  

Latindo: Cã às 3:29 PM
Latidos:


 
(a pedidos)
Grande burrada!
Era uma vez um burro.
Era uma vez uma burra.
Um dia eles se emburraram um pelo outro.
Emburraram...emburraram...emburraram...
E depois de boas burradas juntos,
Como eram burros,
Cada um seguiu sozinho com sua burrice.

Latindo: Cã às 1:34 AM
Latidos:


Segunda-feira, Julho 12, 2004  
A Prefeitura de Curitiba - Capital ecológicamente correta e pretensiosamente de primeiro mundo - decidiu desalojar os animais da Sociedade Protetora, sendo que até o momento não criou nenhuma política enérgica de solução do problema de superpopulação e abandono de animais domésticos nas ruas, que siga as regras estabelecidas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), estabelecidas desde 1992.
Segue-se aí a mesma política para solucionar o número de menores abandonados nas ruas e os sem-teto.Confinaram todos os excluídos na periferia pra deixar a cidade mais limpinha e encantadora aos olhos deslumbrados dos desavisados turistas e dos orgulhosos e alienados cidadãos curitibanos.


Latindo: Cã às 3:17 PM
Latidos:


Domingo, Julho 11, 2004  

tá frio. tô triste. queria um colo quentinho...


_*Mais um pouco de vidacaxxorra_*
Enquanto Veludo trocava suas nadadeiras por asas, o que não lhe era tão difícil assim, afinal, era um viralata versátil, o Homem apareceu na praia para falar com ele. Eu já disse que o Homem amava Veludo? Pois amava e departamentalizava esse amor.
Também, pudera!
Veludo era sempre demais. Era exagerado e verdadeiro.
Ou estava atropelando saltitante o mundo com seus latidos e encharcando a vida com suas lambidas ou acinzentava o dia com seus uivos e lamentos.
Beirava a bipolaridade. Estabanado, ansioso, curioso, desligado, esquecia o imediato, lembrava o antigo, queria tudo o tempo todo e mais um pouco.
Corria atrás do rabo feito um cachorro otário.
Corria com a matilha pra protegê-la.
Corria pra ganhar carinho.
Corria da carrocinha.
Corria muito pra fazer tudo e poder ficar mais tempo sem fazer nada.
Até colocaram uma coleira nele mas ele cagou no tapete da sala pra sair de banda. Ele pertencia a uma banda. Nela, ele tocava o foda-se.
Veludo era dócil mas também tinha bons dentes e sabia morder. E que dentes! Poucos, porém afiados. Aprendeu isso nas ruas, nas universidades, nos becos, nos mundos e nos submundos por onde já vivera.
Assim como tomou banho em PetShops e comeu filé mignon, também se lambuzou na lama e no caos, roendo os ossos da sociedade fria e hipócrita.
Já foi notícia mas optou pelo anonimato.
Expôs sua carne prazerosamente e deixou que o mundo o devorasse só pra dar um gostinho. Ele sabia ser sua essência inatingível. E a acreditava que poderia melhorar e evoluir.
Cão também evolui.
Cão tem alma e coração.
Cão reencarna.
Vive de muito amor e alguma ração.
As migalhas ele deixa para os pombos da praça.

(e tem mais..)

Latindo: Cã às 5:04 PM
Latidos:


Sexta-feira, Julho 09, 2004  

*_ Estórias que a vidacaxxorra conta._*
Era uma vez um simpático cachorrinho chamado Veludo.
Veludo vivia no seu tocantins e ia à casa de um Homem solitário que o alimentava e o recolhia nos dias em que queria companhia.
Então, os dois travaram uma grande amizade e Veludo o amava muito, elegendo-o seu dono, sendo-lhe fiel e carinhoso.
O Homem solitário gostava muito dele, acariciava-lhe os rubros pelos macios e o alimentava. Contava-lhe estórias e o ensinava muitas coisas que Veludo ainda não sabia que sabia.
Veludo, sempre muito atento, porém estabanado, às vezes não entendia direito pois era apenas um viralata.
O Homem esquecia-se disso e a espontaneidade e limitações de Veludo o irritavam muito.
Por isso, deixava-o de fora toda vez que tinha compromissos humanos, coisas importantes a fazer ou ia se encontrar com seus ilustres colegas.
O Homem estava ficando cada vez mais importante.E para Veludo, o Homem já era muito mais importante.
Sempre que o homem terminava seus afazeres e compromissos, chamava Veludo para dentro de casa que, prontamente, corria em sua direção, para alegrar um pouco depois do seu descanso.
Pulava, latia, lambia-lhe as mãos e o Homem se divertia com isso, porque também amava Veludo.
Mas algumas vezes o Homem se enchia desse afeto e dessa difença de mundos e da dependência afetiva que estavam criando um pelo outro e colocava Veludo num bote e o levava para o alto-mar. Lá, ele discursava a seu favor, jogava Veludo na água e voltava para casa, aliviado.
No início, até se preocupou um pouco mas pensou nas vantagens imediatas e sensatas de não ter um animalzinho tão comum para dar atenção atrapalhando seu trabalho. O seu mundo era de humanos e um cão não poderia jamais fazer parte dele porque não o aceitariam, nem o entenderiam. E o Homem gostava de separar muito bem suas relações.
Tantas vezes jogado no mar,Veludo aprendeu a nadar. E sempre com muito esforço e trapalhadas, depois de ter engolido muita água, voltava discretamente para o seu cantinho, com o rabinho entre as pernas, mas por muito pouco o abanaria contente . Mas assim que o Homem o chamava, lá estava ele feliz novamente. Isso aconteceu muitas vezes porque o Homem sabia que Veludo voltaria são e salvo e lamberia suas mãos porque o amava incondicionalmente.
De tanto gritar para ensinar Veludo a se comportar, este foi ficando, numa tentativa de se humanizar, muito recatado, fazendo pouca festinha, lambendo as mãos só quando solicitado e, para o Homem, Veludo foi perdendo a graça.
O Homem, ficou tão importante e atarefado que deu-se por conformado com sua brilhante vida solitária e cada vez lutando para garantir sua dignidade e sobrevivência, decidiu novamente que aquele cãozinho em sua vida atrapalharia, por algum tempo, suas metas tào bem determinadas.
Desta vez, muito carinhosamente, colocou Veludo no bote e foi explicando o porquê daquela atitude.
Veludo, amorosamente, aceitou, pois queria que o Homem fosse realmente feliz.
Veludo tinha muito orgulho desse Homem que vira progredir em cobiçado seu mundo, diante de seus olhos.
Quando chegaram nas águas profundas, nem precisou jogar Veludo, que obediente, pulou imediatamente na água e pôs-se a boiar, olhando o bote que se afastava e o homem sorridente e seguro que lhe acenava com as mãos .
Realmente, Veludo o amava e sabia que o Homem também o queria bem.
Mas o queria bem e longe naquele momento de sua vida.
Veludo nadou, nadou, como de costume., durante dias e noites.
Por dias alternados viu o Homem lá na praia olhando para o mar, acenando para Veludo.
Ele não estava o chamando de volta, mas queria saber se ele estava sobrevivendo, numa demonstração de que realmente se importava com ele.
Veludo finalmente entendeu o amor que os unia e que também o afastava do Homem importante.
Também entendeu que não pertencia àquele mundo tão humano.
Havia optado por ser simplesmente um viralata.
Veludo sabia que era um viralata e também sabia que tinha muita raça. Muitas, aliás.
O tempo foi passando e o Homem, cada vez mais importante e preso aos compromissos, nem percebeu que Veludo continuava se debatendo no mar pois se acostumou a vê-lo ao longe, certo que ele voltaria , caso o chamasse de volta.
Perfeito, pensou o Homem satisfeito. É o melhor jeito de manter a ordem.
Mas Veludo demorou a voltar.
Boiou durante muito tempo até se decompor por completo.
Trocou as nadadeiras por asas e foi porcurar os seus no mundo que lhe cabia e que o receberia isento de comandos, preconceitos e restrições.
E o Homem, do alto da sua importância e compromissos, nem percebeu que esta estória estava chegando ao fim.
Mas, e sempre tem um mas, o fim é sempre um novo começo...e o pra sempre, sempre acaba.

(continua)

Latindo: Cã às 9:33 PM
Latidos:


 

Email do dia.
Uma foto começou a circular em Novembro. Deve ser "a foto do século".
Realmente, a menos que você tenha obtido uma cópia do "Jornal dos EUA que publicou isso, você provavelmente nunca viu isso. A foto é de um feto de 21 semanas chamado Samuel Alexander Armas, que estava sendo operado por um cirurgião chamado Joseph Bruner.
O bebê foi diagnosticado com coluna vertebral fissurada e não iria sobreviver se não fosse removido do útero de sua mãe.
A mãe do pequeno Samuel, Julie Armas, é enfermeira obstetra em Atlanta. Ela ficou sabendo do excelente procedimento cirúrgico do Dr..Bruner.
Clinicando no Vanderbilt University Medical Center em Nashvillem, ele realizava essas cirurgias especiais enquanto o bebê ainda estava no útero.
Durante o procedimento, o médico remove o útero por uma
abertura faz uma pequena incisão para operar o bebê.
Quando Dr. Bruner terminou a cirurgia no pequeno Samuel, o
garotinho estendeu sua pequena (mas já desenvolvida) mão pela incisão e agarrou com 'firmeza a mão do cirurgião.
Um artigo da revista Time européia destaca a imagem que mostra a formação dos maiores órgãos e outras evidências significantes da formação da vida humana, mas alguns dias depois da concepção, o Dr. Bruner disse que quando seu dedo foi agarrado, esse foi o momento mais emocionante de
sua vida, e por um instante durante o procedimento ficou totalmente imóvel.
O fotógrafo capturou esse acontecimento impressionante com
perfeita nitidez. Os editores nomearam a foto como, "Mão de esperança". O texto explica as fotos a seguir, "A pequena mão do feto de 21 semanas,Samuel Alexanders Arma, emerge do útero de sua mãe para agarrar o dedo do Dr.Joseph Bruner como se estivesse agradecendo o médico pelo dom da vida." A mãe do pequeno Samuel diz que eles "choraram por dias" quando viram a foto. Ela disse:
A foto nos 'lembra que minha gravidez não tem a ver com deficiência ou uma doença, mas sim com uma pequena pessoa." Samuel nasceu em perfeita saúde no dia 2/12/1999.
A operação foi 100% bem sucedida.




Latindo: Cã às 1:22 AM
Latidos:


Quarta-feira, Julho 07, 2004  

o q é bonito?
é o q persegue o infinito
mas eu não sou
eu não sou não
eu gosto é do inacabado
o imperfeito
o estragado
o que dançou
o que dançou

eu quero mais erosão
menos granito
namorar o zero
e o não
e escrever
tudo que desprezo
e desprezar tudo que acredito
eu não quero a gravação não
eu quero o grito

a gente vai
a gente vai
e fica a obra
mas eu persigo o q falta
não o que sobra
eu quero tudo
q dá e passa
quero tudo que se despe
se despede
e despedaça

o q é bonito?

(lenine)

Latindo: Cã às 8:50 PM
Latidos:


 

tô cheia desse vazio.
...............................................................
profanou minha santa paciência.
subestimou minha doce inteligência.
renegou minha pura essência.
rotulou minha franca existência.
desdenhou minha persistência.
..............................................................
de volta às prateleiras?
está aberta a temporada de caça...


Latindo: Cã às 2:33 AM
Latidos:


Terça-feira, Julho 06, 2004  
Dicas da semana:
- VidaCaxxorra no orkut;
- Tarô de Crowley
Latindo: Cã às 1:21 AM
Latidos:


Domingo, Julho 04, 2004  



Noite longa, quente e crua.
Vagando pelas ruas, becos e guetos da cidade.
Caxxorada solta, batucando latas e uivando pra lua cheia.
Matilha de solitários roendo a carne até os ossos.
Bizarras cenas em palcos improvisados.
Luzes bruxuleantes delineando a histeria da vadiagem compulsória.
Acasalamentos desfeitos, cios contidos.
Nada detém o instinto de sobrevivência.
Mesmo que remeta ao suicídio temporal.
Vapores etílicos mascaram a racionalidade aparente.
O dia não amanhece e tudo acontece.

Amanhã vai ser outro dia. Amanhã.

Latindo: Cã às 3:34 PM
Latidos:


Sábado, Julho 03, 2004  
Pra que sofrer com despedida?
Se quem parte não leva
Nem o sol, nem as trevas.
E quem fica não esquece tudo que sonhou...i know!
Alguém quando parte é porque outro alguém vai chegar.
Num raio de lua, na esquina, no beco ou num bar...
O adeus, traz a esperança escondida.
Pra que sofrer com despedida?


Desenterrei essa música (Cazuza/ Rita Lee) enquanto voltava pra casa depois de tomar um pé na bunda...
Latindo: Cã às 2:42 AM
Latidos:


 
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