Domingo, Setembro 19, 2004
eu me amarro
livre e solta
aos sete ventos
que me levam leve
aos ares de santo amaro...
Latindo: Cã às 12:04 PM Latidos:
Sábado, Setembro 11, 2004
olho no espelho____________________ohlepse on olho
açahlitse euq _______________________que estilhaça
a imagem refletida________________aditelfer megami a
eugnas odnetrev___________________vertendo sangue
goela abaixo_________________________oxiaba aleog
cantiga
antigo
artigo
contigo
castiga
comigo
Latindo: Cã às 1:56 AM Latidos:
Sexta-feira, Setembro 10, 2004
Fragmentos
Acidentalmente escrevo
Desconstruindo o pensamento
Por essas vias me atrevo
Abstraindo o movimento
Das palavras repetidas
Qual um doce tormento
De tantas vindas e idas
Rimas podres
Facilmente confundidas
..............................................
Desperdício
Negou suas asas
Ao deparar o precipício
Solstício
Embarcou nos sonhos
Ao primeiro indício
..............................................
Linha cruzada
Pois é, Zezé
Desencana, Ana
Desatina, Cristina
Vá nessa, Vanessa
É lá, Elaine
Calma, Camila
Jura, Jurema
Desata, Renata
Teka, se toca!
Vera verá
Viu a Vilma?
Sim, tia Cíntia
Rala a peruca, perua!
Latindo: Cã às 10:22 AM Latidos:
Segunda-feira, Setembro 06, 2004
"...verás que um filho teu não foge à luta!"
Latindo: Cã às 8:26 PM Latidos:
Sexta-feira, Setembro 03, 2004
Exageraaaaaaaaaaaaado!!!!!!!
Faz parte do meu show
Todo o amor que houver nessa vida
Mentiras sinceras me interessam
Exageraaaaaaaaaaaaado!!!!!!!
Pra quem não sabe amar
E fica esperando alguém que caiba nos seus sonhos
Exageraaaaaaaaaaaaado!!!!!!!
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Latindo: Cã às 1:20 PM Latidos:
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Por não estarem distraídos
(Clarice Lispector)
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros.
O cerimonial das palavras desacertadas.
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali.
Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos.
Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.
Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Latindo: Cã às 12:46 PM Latidos:
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