Domingo, Janeiro 29, 2006
Capiquinha, SRD de grande porte, com apenas 3 meses de idade, é a nova hóspede da Vidacaxxorra.
A matilha a resgatou das ruas,
Ela está em tratamento de recuperação da saúde e da auto-estima, com ração de alta qualidade, vermífugo, injeções para imunidade, banhos revitalizantes, vitaminas para curar a anemia e muito amor.
É uma guerreira.
Sobreviveu, bebezinho, às maldades urbanas..
Muito dócil, carinhosa, alegre e companheira.
Ficará conosco até que seja adotada por pessoas do bem.
Vida longa, Capiquinha!
Com o axé de Pai Oxóssi.
Latindo: Cã às 5:47 AM Latidos:
Sábado, Janeiro 21, 2006
20 de janeiro
OKÊ ODÉ
OKÊ ARÔ
OKÊ CABOCLO
SARAVÁ OXÓSSI
SARAVÁ MEU PAI
Latindo: Cã às 4:12 PM Latidos:
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
Madrugada quente de uma sexta-feira 13.
De repente, freios, vozes, discreto tumulto.
Pelos vidros da janela, o brilho das labaredas.
Na esquina, um automóvel em chamas.
Bombeiros ágeis na contra-mão.
Rapidamente a fumaça invade o ar.
A carcaça revela o poder do fogo.
Não há vítimas.
Curiosos se dispersam.
A polícia chega e um homem é preso.
Latindo: Cã às 2:52 AM Latidos:
Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
Não bastava crer.
Pagou pau pra ver.
Latindo: Cã às 3:12 AM Latidos:
Terça-feira, Janeiro 03, 2006
Fogo e Água
Num desses lapsos virtuais, Fogo e Água cruzaram caminhos.
Num primeiro instante, a curiosidade fez com que se aproximassem.
Mas a repulsa foi imediata.
Eram naturalmente opostos. Contrários. Divergentes.
Enquanto Fogo ardia suas labaredas, Água jorrava abundantemente.
E, encantados com a força que lhes era atribuída, perceberam que, no mundo real, eram tão diferentes na forma, ânsia e poder, que beiravam a igualdade.
Aos poucos foram se reaproximando e, numa bela reação alquímica, descobriram quão mágico e prazeroso era a capacidade de se complementarem.
Destruíram mitos, transformaram lendas, quebraram tabus.
E uma nova realidade, mesmo que absurda à razão do mundo, surgiu como por encanto.
Fogo, impulsivo, avivou-se em labaredas, queimando o velho para dar lugar ao novo, em seu constante e gradual renascimento.
Enquanto Água transbordava, com impaciente frieza, se impondo a tudo que lhe parecia sem consistência e solidez, sem brilho e profundidade.
Água transbordante, sentiu-se ameaçado pelo Fogo transformador.
Fogo, encantado, incendiou seu momento de transformação, fumaça e cinzas. Água lhe inspirava frescor.
O que para Água, significava fraqueza, para Fogo fazia parte do ciclo natural da existência.
Assim, Água expandiu-se pelo mundo que havia conquistado, mantendo Fogo à certa distância, em sua pequenina nascente, lá no alto do leito, onde poucos poderiam ver, de vez em quando.
Água precisava manter-se forte, impositivo, frio, límpido e livre em sua correnteza, para sua projeção e reconhecimento.
Fogo entendia mas, não sabia explicar a necessidade da desconstrução.
Água questionava Fogo e tirava suas próprias conclusões, muitas vezes equivocadas, ensimesmadas.
Fogo parecia sufocar a reação alquímica com sua fumaça dispersa.
Chegou a acreditar nisso, carregando uma culpa injusta e inibidora.
Mas era Água que os afogava em suas próprias crenças limitadoras.
Fogo permitiu e perdeu o prumo.
O tempo foi passando e ambos sofreram, cada qual a seu modo, choques térmicos constantes e traumatizantes.
Fogo, tomado de incompreensão, foi se apagando, resfriando lentamente, até que suas chamas sucumbiram e as cinzas camuflaram sua brasa.
E Água, em obsessiva inundação, não mais permitiu complementar-se com Fogo, pois isso o fragilizava e depunha contra sua imagem imponente e liberta.
E assim, deram-se um basta, renegando tanta beleza alquímica.
Fogo baixou.
E Água não aqueceu.
Na festa de despedida, Fogo já não se sentia criptar em contato com Água, que nem percebeu, tamanho volume e condicionamento de sua magnânima essência.
Fogo mantém sua brasa pessoal acesa. A capacidade de transformação reacende chamas, produz muita luz e calor a quem se permitir incendiar, sem se queimar.
Água resfriou-se em poder ainda mais ao deletar Fogo do seu leito.
E mergulha em faíscas e fagulhas passageiras, cujo brilho lhe fascina.
Mas segue seguro seu rumo imposto à força, por si próprio. Há muitas terras quentes para inundar, muitas pedras para encobrir e muitos galhos para arrastar e abandonar pelo caminho.
Ambos sentem-se aliviados, é verdade.
Ainda mantém uma distância térmica, paralela e segura.
Resta saber se estão felizes como nos dias em que se complementaram.
Mal sabem eles que o tempo traz ventos mutantes, distantes, capaz de mudar o rumo de toda história.
Latindo: Cã às 3:37 AM Latidos:
Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
VIDACAXXORRA apresenta:
Inácio Gato, o mais novo integrante ativo da matilha.
Latindo: Cã às 6:44 PM Latidos:
Domingo, Janeiro 01, 2006
Salve, Salve 2006!
KAÔ, XANGÔ!
Latindo: Cã às 12:37 PM Latidos:
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